Atendimento Psicológico em Educação

 

 

Quando a Psicologia aproximou-se do campo da educação no século passado, seu principal enfoque era a realização de avaliações psicológicas que apontassem problemas cognitivos e emocionais que justificassem as dificuldades escolares de alguns alunos. A atuação desta Psicologia Infantil era individualizante, desconsiderando o contexto social e institucional em que os estudantes estavam inseridos, centrando sua atenção apenas na identificação de transtornos psicológicos.

 

Nos dias de hoje, a Psicologia ainda carrega heranças desta sua primeira forma de inserção no campo educacional. É o que observamos com o excessivo e banalizado uso de diagnósticos na área escolar, que acarreta no oferecimento, muitas vezes desnecessário, de medicamentos a crianças e adolescentes. O problema desta abordagem é que, sem antes olhar para o entorno no qual está situado o aluno, coloca-se a culpa pela dificuldade na escola em uma suposta doença, e no remédio, a resolução. Um bom exemplo é o crescimento desenfreado de

laudos de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e o uso de Ritalina (Metilfenidato) como saída única para o tratamento do que se considera problema de aprendizagem e de comportamento.

 

Uma nova Psicologia Educacional prioriza sua atuação na identificação das potencialidades dos estudantes, compreendendo-os em sua constituição múltipla e cultural. As subjetividades são constituídas de modo relacional, abrangendo dimensões individuais, sociais e institucionais. Assim, as demandas apresentadas pelos pacientes na clínica são compreendidas em diálogo com seus pertencimentos sociais, em especial, a família e a escola.

 

 

Me. Yara de Paula Picchetti

CRP 07/23642

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